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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Moda e Sociedade nos Anos 50

Estou novamente apaixonada pelos anos 50. Talvez seja pela coleção Fall/Winter 2011 da Louis Vuitton, que anda aparecendo mais leve em alguns desfiles de NY, como o da Karen Walker, por exemplo.

Na verdade, a feminilidade dessa década sempre me encantou, com as saias rodadas e tudo o mais. Mas isso não me impede de ver que a década de 50 estava longe de ser perfeita, visto que as mulheres possuíam direitos bem diferentes que os dos homens e tinham o dever de cuidar da casa e dos filhos, não tinham sua própria profissão. E esse não era o único problema da sociedade da época. Tendo como exemplo a sociedade americana, podemos citar a discriminação racial como um dos problemas mais graves.

Mas foi nesse mesmo país que as coisas começaram a mudar, principalmente através dos jovens, que começaram a sentir a necessidade de questionar o sistema social vigente.

Essa história continua na década de 60, em outro post. Mas deixo pra vocês uma reportagem que eu fiz pro programa Caderno 2 (da UNITV, uma emissora aqui de Porto Alegre) sobre a moda e a sociedade dos anos 50.


terça-feira, 17 de novembro de 2009

O que Coco fez por nós

Se Gabrielle Chanel não tivesse ingressado na moda nos anos 1920, talvez ainda estivéssemos presos no século XIX.

Chanel livrou a mulher do desconforto dos vestidões e espartilhos, dos babados e enfeites exagerados. Chanel foi a precursora do minimalismo, da androginia na moda (suas roupas eram masculinas e austeras) e do pretinho básico. Ela criou peças novas, como as roupas de tecido xadrez, as calças boca-de-sino e as blusas de malha fina. Ela nos fez amar as pérolas. Mas, acima de tudo, Coco criou um novo conceito de elegância.

Mas Chanel não revolucionou apenas a moda. Ela ensinou as mulheres a se levarem a sério. Ela foi a única que conseguiu expressar o sentimento da mulher moderna através da moda. Chanel provou a importância da moda para o mundo todo, afinal, do que adiantaria sermos independentes se ainda usássemos espartilho, o símbolo da submissão da mulher? Chanel fez com que as mulheres passassem a se vestirem para si mesmas, a expressarem o estilo próprio através das roupas. Chanel foi definitivamente a mulher do século XX.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Alexander McKing!

(Trocadilho idiota, mas não pude resistir)

Quem acompanha o Valentino Dress há algum tempo sabe que eu AMO desfiles com conceito E com qualidade. E isso é o que não falta nos desfiles de Alexandre McQueen. No Spring 2010, por exemplo, ele apresentou estampas e texturas maravilhosas em uma coleção inspirada nos animais marinhos. Isso sem mencionar as formas diferentes e a excelente técnica.

Pausa pra quem quiser saber um pouco da carreira e da vida de McQueen...

Em 1969, em um bairro de Londres, nascia um dos estilistas mais polêmicos da atualidade. Alexander McQueen era filho de um humilde taxista, mas nasceu pra brilhar. Já ganhou 4 vezes o "British Designer of the Year" assim como também já ganhou o "International Designer of the Year at the Council of Fashion Designer Awards". P-O-D-E-R.

Meu look de hoje eu montei inspirado na coleção Fall 2009, que eu considero uma das mais marcantes não só dele, como da história da moda. Quem ainda não conhece clica aí que vale a pena.

Vestido Maria Bonita Extra
Jaqueta C&A
Sandália lojinha local

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Hussein Chalayan

Uma das minhas vontades pra esse blog é fazer tipo uma enciclopédia virtual da moda, pra quem quiser conhecer mais sobre determinado estilista, tecido, peça de roupa, mídia ou qualquer evento relacionado à moda. Se alguém tiver sugestões, pode deixar nos comentários que eu vou acatar com muito prazer. Vou começar então por Hussein Chalayan.





Hussein Chalayan nasceu na Ilha de Chipre, em 1970. Se mudou para Londres e, em 1993, se formou na Central St. Martins College of Art and Design. Atualmente, é bi-campeão do prêmio de Melhor Estilista Britânico.

Chalayan é conhecido por seus temas intelectuais, sejam sociais, políticos ou econômicos. Seus desfiles sempre têm conceitos complexos, ilustrados por verdadeiras performances na passarela. Mas não acaba por aí não. As coleções que Chalayan apresenta são muito inspiradas pela arquitetura, pela tecnologia e pelo design. É um dos estilistas mais vanguardistas da moda atual.


Na coleção Fall 2000, inspirada nos refugiados de Kosovo, ele fez as modelos transformarem mesa em saia e revestimentos de cadeira em vestidos na passarela. Parece difícil de visualizar, mas tem vídeo mostrando muito bem a performance aqui.

Em 2007, na coleção de outono (vídeo by Style.com), além de começar o desfile com uma simulação de tornado, ele apresentou vestidos com a tecnologia LED. Na coleção de Primavera (vídeo by Style.com), cujo tema foi a história da moda, ele mostrou vestidos que encolhiam e se transformavam sozinhos, sem falar no último vestido, que desapareceu completamente e fez a modelo ficar nua na passarela.


Por último, um vídeo da coleção Fall 2008 da Elle, com alguns fatos da vida de Chalayan, e outro com algumas coleções dele e personalidades da moda comentando seu trabalho.



Quando fiquei sabendo desse estilista, quis logo trazer ele pro blog, já que eu tinha acabado de falar do futurismo. Chalayan também trabalha muito com essa tendência e eu AMO o fato de seus desfiles serem conceituais e artísticos, 2 qualidades que eu admiro MUITO na moda. São essas coisas que fazem a gente amar mais a moda e aplaudir de pé.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O futurismo também é retrô!

Como disse o sociólogo Jean Baudrillard, a moda tem duas tendências inversas: a necessidade de coisas antigas e a necessidade de mudar. Essa última, muitas vezes, se reflete no futurismo.

Mas não é de hoje que esse movimento está presente na moda. Em 1965, o estilista francês André Courrèges foi o autor da chamada Revolução Courrèges, onde ele apresentou nossos queridos vestidos tubinhos, minissaias (ninguém sabe se foi ele ou a Mary Quant que inventou), botas sem salto e, como acessório, óculos grandes. A cartela de cores que ele usou foi branco, prata e cores fluorescentes. O desfile foi chamado de Space Age e os looks foram batizados de "moon girls". Vários outros estilistas aderiram à idéia, que foi meio chocante mas deu muito certo no mundo da moda.

Hoje em dia, o principal seguidor do futurismo pra mim é o Ghesquière, que vem criando coleções ma-ra-vi-lho-sas (!) pra Balenciaga como essa aí das fotos, que é da temporada Spring/2009. O futurismo parece super difícil de ser usado fora das passarelas, mas a gente sempre vê um pouco dele por aí, em materias prateados/metalizados, em tecidos sintéticos, em cores fluorescentes.